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Wolverine 2 começa a ser filmado em 2011

Eu só fico feliz com notícias do novo filme do Wolverine, porque nunca é demais ver Hugh Jackman sem camisa – ou sem outras partes do vestuário.

Wolverine 2 foi confirmado para começar a filmar em janeiro de 2011 e o roteiro de Christopher McQuarrie (Operação Valquíria) já está pronto.

Como esperado – e até anunciado pela cena extra do primeiro filme – o longa se passará no Japão e será inspirado pela minissérie dos anos 1980 de Chris Claremont e Frank Miller e que foi republicada aqui no Brasil em um encadernado intitulado Eu, Wolverine.

Segundo o site /Film, a história terá uma história romântica co-protagonizada por uma atriz japonês (dãaa).

Gente, será temporada de hiperventilação nos filmes dos quadrinhos! Em 2011 também estréia Lanterna Verde com o Ryanlicious! Quem precisa de boas adaptações, atuações ou efeitos especiais? Joga os protagonistas sem camisa e corre pro abraço (ui)!

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Conheça as histórias do Macaco Albino

Leandro e uma versão de pelúcia do Macaco Albino

O Macaco Albino é um perspicaz personagem de quadrinhos, criação da mente do arquiteto Leandro Robles, 30 anos. Questionador e muito criativo, o inusitado – Ego feelings – símio protagonizou sua primeira revista em 2008 e em 2009 saiu em sua segunda edição. Abaixo você confere uma entrevista com Robles e algumas histórias do Albino – sério, gente, eu recomendo a leitura.

Como surgiu a paixão pelo desenho e por quadrinhos?

Surgiu de tanto eu ler na infância Tio Patinhas, Zé Carioca, e um pouco mais tarde Mafalda, Calvin, Skrotinhos, Geraldão. Deu vontade de fazer igual. Para, quem sabe um dia, causar em outras pessoas o mesmo que eu senti um dia lendo esses feras. Surgiu também por uma necessidade de me expressar e ver nos quadrinhos um meio sensacional para isso.

O que você lê atualmente?

Acompanho várias tiras de humor online, entre elas Peanuts, Garfield minus Garfield, My cardboard life, Muttz e outros. Também leio, sempre que possível, obras de caras como Jeff Smith, Chris Ware, Will Eisner. Além disso, acompanho alguns autores nacionais como Laerte, Angeli, Gonsales, Adão, Sieber, Arnaldo Branco, Sica, Samantha Floor e outros.

Como surgiu a ideia do Macaco Albino?

Surgiu do meu caderno de rascunhos. De um processo livre de anotar qualquer coisa que me viesse à cabeça, e ir associando ideias. Resolvi criar um personagem simpático e engraçado para canalizar o resultado de todo esse processo. Sem ter que me prender a uma personalidade ou formato definidos.

Como foi o processo para publicar sua primeira revista?

Na primeira revista, de dezembro de 2008, compilei tudo o que eu tinha do personagem. Tiras e algumas histórias. Já na segunda edição, de dezembro de 2009, fiz as histórias pensando especificamente na revista. Deu pra trabalhar melhor os roteiros e as composições das páginas. Fiquei bem mais feliz com o resultado desta maneira.

Você também odeia pelos saindo do nariz ou só o Macaco Albino é que odeia? (leia a segunda edição do personagem para entender a pergunta)

Muitos dos ódios do Albino eu compartilho. Mas tento deixá-lo com vida própria, por isso coloco coisas nele que eu não necessariamente concordo e deixo de colocar coisas que sejam muito minhas. Sobre pelinhos, não há porque odiar algo que um “tic” de uma tesourinha resolve em meio segundo e sem esforço.

Onde as pessoas podem comprar sua revista?

Para comprar a revista, é só acessar me escrever no robles@pingado.com que eu envio todas as informações de como receber seu Macaco Albino em casa. Mais informações aqui: http://www.escoladeanimais.com/imagem-654

Tirinhas (clique para ampliar)


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Aquele atrás do armário…

Que Mário

Mário César saiu de Brasília em 2005 para vir a São Paulo para fazer um curso de quadrinhos e concretizar seus sonhos na área. O artista de 27 anos nem se lembra de quando começou essa paixão, mas tem certeza de que quer viver dela. O menino expansivo e fã de quadrinhos e seriados – cuidado para não mencionar nenhum spoiler perto dele – está lançando nesse mês o primeiro número de sua revista independente EntreQuadros (para adquirir entre no site do moço). O Mário – que Mário? – conversou comigo sobre projetos futuros, inspiração e o mainstream nos quadrinhos. No final você confere uma galeria com algumas de suas tirinhas. E o filho pródigo voltará a Brasília para lançar a obra no dia 6 de agosto no T-Bone Açougue Cultural.

Você lembra da primeira coisa que desenhou?

A primeira exatamente eu não me lembro, mas rabisco muito desde pirralho. Gostava de inventar coisas, passava horas desenhando novos modelos de tênis, carros e outras bugingangas. Depois tive uma fase de inventar joguinho de luta. Criava os personagens, a trama, os golpes e tudo mais. Lembro até de uma espécie de livrinho ilustrado com uma aventura de uma turminha numa gincana da escola.

O que você costuma ler de quadrinhos?

Eu leio de tudo um pouco. De super-heróis, mangás e Turma da Mônica a graphic novels, revistas independentes e tirinhas de humor. Meus autores prediletos são Will Eisner, Osamu Tesuka, Alan Moore, e muitos outros. Minhas leituras recentes que eu recomendo são Retalhos (Craig Thompson), O Chinês Americano (Gene Yung), Sábados dos meus amores (Marcelo Quintanilha), Nova York, a vida na grande cidade (Will Eisner), Macanudos (Liniers) e Chibata! (Hemetério e Olindo Gadelha).

Quando você começou a desenhar profissionalmente?

Meu primeiro trabalho de ilustração foi para o Plenarinho, site infantil da Câmara dos Deputados, em 2004, ainda na época da faculdade, a convite de um amigo de classe que já começava a montar seu próprio escritório na época. Desde então, não parei mais.

Nessa primeira edição de EntreQuadros, uma das histórias é inspirada em uma música – A Mais Bonita, de Chico Buarque – e outra em um conto. Como é o seu processo de criação?

A inspiração vem dos lugares mais variados. Pode ser uma situação que vivi, alguma notícia que li, uma música que escutei, um conto que deu vontade de adaptar, enfim, não tem uma única fonte específica. Tendo a ideia básica, que às vezes demora bastante tempo pra ser maturada,  escrevo o roteiro e faço uma decupagem inicial rabiscando uma miniatura de cada página que parece um hieróglifo que só eu entendo.

As histórias desse número são bem mais poéticas. Já pensou em desenhar algo mais mainstream como histórias de super-heróis?

Creio que todo desenhista na sua infância e adolescência já sonhou desenhar pra Marvel, DC ou Turma da Mônica. Eu não sou exceção. Eu leio coisas do mainstream, mas só quando tem autores que eu gosto. Leio o Capitão América e Demolidor mais pela qualidade do trabalho que vem sendo feito do que pelos personagens em si, por exemplo. Adoro Homem-Aranha e X-men, mas tirando a fase do [Joss] Whedon e do [ [John] Cassaday, alguns arcos do [Grant] Morrison nos Novos X-men e o arco do Wolwerine do [Mark] Millar e John Romita Jr. Não vi mais nada que prestasse com esses personagens. Hoje em dia acho que minha linha de trabalho não é muito a praia do mainstream, mas não descartaria a possibilidade se pudesse desenvolver um trabalho de qualidade e com certa liberdade artística.

Quais são seus projetos futuros?

Por hora eu estou divulgando a EntreQuadros e estou em um projeto com o Estevão Ribeiro chamado Pequenos Heróis. É uma espécie de homenagem a alguns personagens clássicos com histórias de crianças comuns que passam por situações heróicas. No primeiro volume será um tributo aos personagens da DC Comics. A história que eu desenhei homenageia o Super-Homem. O Vitor Caffagi fez uma sobre o Flash, o Raphael Salimena sobre o Lanterna Verde, o Ricardo Leite e a Dandi sobre o Caçador de Marte, a Fernanda Chiella sobre a Mulher Maravilha, o Jaum sobre o Aquaman, o Emerson Lopes sobre o Batman e o Leonardo Finocchi sobre a Canário Negro. Além de desenhar, eu também estou co-editando o álbum que tem previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano. Além disso estou trabalhando no roteiro de uma história mais extensa que vou inscrever no edital de publicação de quadrinhos da prefeitura de São Paulo. Mesmo que não seja selecionada lá eu publicarei a história de alguma outra forma, seja em capítulos nas próximas EntreQuadros ou em forma de livro por alguma editora. Também continuo publicando minhas tirinhas semanalmente no portal TopBlog.

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Quadrinhista brasileiro faz tirinhas com infância do Homem-Aranha

Puny Parker, no seu estado puny, e seu criador

Puny Parker, no seu estado puny, e seu criador

*Entrevista feita para o blog da Galileu.

Muito antes de ouvir de seu Tio Ben que “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, Peter Parker aprendeu bastante com as lições de sua adolescência… E também sua infância. Foi nessa fase, antes mesmo de Peter adotar seu collant vermelho e azul e salvar o mundo como Homem-Aranha, que o quadrinista mineiro Vitor Cafaggi resolveu explorar em sua tirinha Puny Parker (ou Pequeno Parker).

Nela, o pequeno Parker enfrenta as agruras de ser um menino nerd nada popular em sua escola, no melhor estilo Charlie Brown. Como em sua versão adulta, ele acaba se apaixonando por uma garota ruiva – nem precisamos dizer quem – e sofrendo mais ainda com sua timidez.

Conversei com o artista do pequeno Parker, e descobriu um pouco mais do criador e sua criatura – mesmo sendo um empréstimo da Marvel Comics.

De onde surgiu a ideia de fazer o Puny Parker?

Cafaggi: Não sei exatamente de onde surgiu a ideia. Não houve um momento específico que eu me lembre como sendo o da criação dele.  Acho que o Puny é uma mistura de tudo o que eu gostava na minha infância nos anos 80. Eu lia as revistas do Homem-Aranha, as tirinhas do Calvin, assistia o desenho do Charlie Brown na TV, ia ao cinema para ver De volta para o Futuro, Os Goonies e os filmes do Stallone. Acho que a ideia não surgiu. Ela sempre esteve aqui comigo.

Então o ar divertido/reflexivo de Calvin e Haroldo e Charlie Brown serviu de inspiração.

Cafaggi: Com certeza. Puny Parker tem muito do Calvin e do Charlie Brown. Acho que é isso que eu falei das influências que a gente tem na infância. Elas ficam com a gente e, em algum momento, voltam e servem de inspiração, mesmo que sem querer. Para mim, o Puny é um menino muito parecido com o Charlie Brown: tímido, azarado, apaixonado. Que vive uma vida parecida com a do Calvin, cheia de problemas com valentões na escola, figuras paternas bem marcantes e que tem uma imaginação muito fértil.

Você fez algum contato com a Marvel para falar sobre o projeto, ou eles nem têm idéia que existe?

Cafaggi: Logo quando eu comecei a fazer as tirinhas, mandei dois e-mails para a Marvel falando sobre o Puny. Não me responderam, mas acredito que ao menos eles já estão avisados.

Você lê muitos quadrinhos? O que coleciona/lê atualmente?

Cafaggi: Leio bastante, sim.  Leio mais os quadrinhos americanos de super heróis mas sempre compro coisas diferentes como revistas americanas de editoras pequenas e HQs brasileiras independentes. Leio Turma da Mônica também, leio mangás quando me recomendam. Leio de tudo.

Nós veremos o Puny Parker adquirido seus poderes, ou a idéia é permanecer com suas confusões de criança?

Cafaggi: Provavelmente só veremos o Puny criança, com seis, sete anos. Mas isso não vai impedir que ele vista uniformes de vez em quando ou que tenha seus momentos heróicos.

Quanto tempo demora para fazer uma dessas tirinhas?

Cafaggi: As tirinhas em preto e branco demoram, em média, duas horas e meia para ficarem prontas. As coloridas, chegam a demorar seis, sete horas.

Você costuma publicar a tirinha em inglês e português. Você recebe algum feedback do pessoal de fora?

Cafaggi: Eu comecei fazendo só em inglês porque as tirinhas soam melhor na minha cabeça deste jeito. Consigo até ouvir as vozes dos personagens enquanto estou criando. Eu penso também que, quem sabe um dia, se um editor da Marvel der de cara com isso, vai ser bom se ele entender o que está escrito. Um tempo depois, muita gente me pediu que colocasse as tirinhas em português e eu fiz isto para atender esta demanda.  Recentemente, as tirinhas em inglês do Puny foram destaque no site Deviantart. Elas tiveram mais de vinte mil visualizações em vários países do mundo. Fiquei empolgado com isso.

Quais sãos seus projetos futuros como quadrinista?

Cafaggi: Minha ideia é continuar fazendo as tirinhas semanais do Puny intercaladas com outros projetos. Recentemente, terminei meu primeiro trabalho que será publicado, uma história para o álbum Little Heroes, projeto do escritor Estevão Ribeiro juntamente com outros feras do desenho. Escrevi e estou desenhando uma história que pretendo terminar até o final do ano para publicar em 2010 como uma Graphic Novel de cem páginas. Tenho planos de trabalhar para a Marvel também um dia. Fazer o Puny com o aval deles seria o máximo. Mas tudo a seu tempo.

Conheça o Pequeno Parker no seu blog oficial.

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