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Sex and the City ganha box especial com todas as temporadas e disco de extras

Março foi um mês de confusão amorosa e profunda reflexão sobre o que eu estava procurando em um relacionamento. Para variar, recorri ao meu livro-guia de conselhos: os episódios da série Sex and the City. Depois de muitas quintas-feiras passadas na frente da televisão, com amigos e algumas taças de vinho, tomei nota de algumas pérolas de sabedoria carrieana e prossegui com minha vida de jornalista solteiro, fabuloso e com muitos sapatos no meu armário.

Dias depois recebo um release do lançamento de um box especial com todas as temporadas da série mais um disco bônus com extras – isso porque SATC 2 já já sai nos cinemas.

Eu não poderia deixar de me perguntar: Será que esse disco extra tem alguma coisa que preste?

Sejamos sinceros, amigues e amigas. A série SATC já é perfeita, mas todos os fãs sempre sentiram faltam de cenas extras, ou finais alternativos e principalmente erros de gravação.

Não precisamos falar que o novo box não tem uma personalidade muito parecida com a da série… PINK??? Só porque é uma série protagonizada por mulheres? BORBOLETAS???  Isso não é uma coletânea dos maiores fracassos da Mariah Carey no cinema… Ainda fico com o primeiro box lançado que tem os rostos das meninas estampados nas laterais.

Agora aos bônus: tirando os finais alternativos – boring TO DEATH -, as cenas extras – que estão sem qualidade e nem são assim tão engraçadas -, o que vale a pena mesmo é um especial da HBO em homenagem a série, quando do final de sua sexta temporada. São quase 50 minutos de entrevistas com elenco, produção e atores que participaram ou se sentiram tocados (ui) pela série.

Além de divertido ele dá um saudosismo da época em que você ainda tinha Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte como suas melhores amigas de uma noite solitária e cheia de confusão sentimental e ainda por cima em episódios inéditos.

Eu que já tenho o primeiro box, não faço questão de comprar esse segundo. As bees que cometem a blasfêmia de não ter em suas salas esse conjunto de sabedoria moderna precisam correr para os sites de venda e ver qual deles está mais barato e se jogar nas prestações!

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O fracasso de Percy Jackson e o Ladrão de Raios como filme

Eu estava naquele clima de escolher uma nova série de ficção literária para ocupar minha cabeça com histórias divertidas, rápidas e de preferência de fantasia, quando descobri a série Percy Jackson e os Olimpianos. Eu estava meio saturado de toda a repercussão de Harry Potter, já tinha lido o clássico Senhor dos Anéis e aparentemente a única sugestão que estava recebendo de outras pessoas era a saga Crepúsculo – MÁNEMMORTO!

A série de cinco livros do autor Rick Riordan vaio a calhar por alguns motivos: envolvia a Mitologia Grega e contava a história de adolescentes que se descobriam semideuses – filhos de Deuses olímpicos e meros mortais. Comprei o primeiro livro e me surpreendi com a linguagem simples – mas não infatilóide – e a criatividade arguta do autor – as piadas sobre a vida dos mitos gregos são muito boas.

Resumindo a trama: Percy Jackson é um garoto de 12 anos com dislexia e déficit de atenção que vive arranjando problemas e mudando de escola. Ele descobre que na verdade todos esses problemas estão relacionados a sua herança genética: ele é filho de um Deus Grego e uma mortal. Como ele, descobre muitos outros jovens produtos dessas relações – filhos de Atena, Ares, Hermes e Apolo – que ao conhecerem sua verdadeira herança são reunidos periodicamente em um acampamento de verão para aperfeiçoar suas habilidade e tornar-se heróis.

Tem muito mais na história, mas se você gosta de ficções de fantasia, provavelmente deveria começar a ler a série.

Na mesma época, descobri que o primeiro livro havia sido transportado para as telas do cinema pelas mãos do diretor Chris Columbus (dos primeiros dois filmes do Harry Potter). Empolgado, fui assistir a cabine do longa para apenas me decepcionar homericamente.

Primeiro, a trama do primeiro livro, Percy Jackson e o Ladrão de Raios, está completamente diferente na tela grande. E quando eu digo COMPLETAMENTE não estou criticando pela falta de fidelidade à obra original, mas pela falta de qualidade do roteiro mesmo.

Você pode até não ter lido o livro, mas vai sentir vergonha alheia dos atores pubescentes escolhidos para interpretar Percy, Annabeth – semideusa, filha de Atena – e Grover – o sátiro indicado para proteger o protagonista. A busca pelo relâmpago-mestre roubado de Zeus continua a mesma, mas os verdadeiros vilões mudam – sai Quimera entra Hidra, sai Ares entra Hades – e diferente do livro, não deixa as mesmas pontas soltas que só serão resolvidas nos próximos livros – o último da série, The Last Olympian, saiu ano passado e ainda não tem tradução em português. Sem falar que ele distorce a história de alguns mitos.

O filme tem bons efeitos especiais e boas cenas de ação, mas mais parece uma mistura de Crônicas de Nárnia com Sessão da Tarde going bad. A divulgação no Brasil foi pífia e acho que Columbus sabia que ia dar merda não iria sair exatamente como ele tinha planejado e resolveu não pensar muito em uma possível continuação. GRAÇAS AOS DEUSES!

No fim, talvez o filme só ganhe o mérito de ter divulgado melhor os livros de Riordan. Percy Jackson e o Ladrão de Raios estreia nesta sexta-feira, dia 12 e tem no elenco Sean Bean (Zeus), Pierce Brosnan (Chiron), Rosario Dawson (Perséfone), Catherine Keener (Sally Jackson) e Uma Thurman (Medusa).


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Filme sobre incesto gay Do Começo ao Fim estreia essa sexta em São Paulo

Ontem foi o dia da vergonha alheia. Fui assistir a uma sessão de grátis 0800 gratuita do filme bapho do momento, Do Começo ao Fim do Aluisio Abranches. Pensei comigo, “não vou gastar nada do meu fundo escraviário estagiário e se for ruim como as críticas estão pintando (ui) por aí eu pelo menos vejo dois atores gatíssimos sem roupa fazendo sexo técnico”.

E não é que foi pior do que eu imaginava?

Por onde começar? Vamo pro resuminho básico da história: Francisco (João Gabriel) e Thomas (Rafael Cardoso) são irmãos muito próximos que crescem para viver um amor incondicional – e incestuoso. Aí vem as mãezinhas católicas e moralistas com todas as pedras possíveis atacar o tema do longa. Mas esperem, os dois são meioirmãos – de pais diferentes com a mesma mãe – o que pra mim é um puta paliativo para fazer algumas pessoas aceitarem a relação dos dois.

Agora vamos ao filme. Primeiro o roteiro é mais travado e artificial do que episódio especial de Natal de Malhação. É tudo muito fake e as atuações do elenco não ajudam – nem das criancinhas que fazem as versões mirins dos protagonistas. Cenas imaginadas para tocar e dramatizar a relação dos dois provocam mais risos do que qualquer outra coisa.

Duas cenas merecem destaque – no quesito vergonha alheia: a cena em que os dois tem a primeira relação sexual – ridiculamente teatral e desconexa – e uma em que aprecem dançando tango… PELADOS – e eu me forçava, às gargalhadas, a imaginar “Tem significado, né?”.

E para completar, o assunto do incesto não é desenvolvido na trama. Todo mundo – pais, amigos – aceitam de boa a vida dois irmãos apaixonados. Não há um questionamento – há um, mas é fraco e no comecinho. No final, parece mais um filminho amigue com uma paixão gay bem clichê.

Agora, o melhor do filme é ver os atores Rafael e João pelados e se pegando, e olhe lá. Todos sarados, belos e depilados – os dois até pagam pintinho. O personagem de João, então, ganha mais importância no final da trama, e conquista qualquer um com aquele corpinho e a barba – mesmo sendo meio vesguinho estrábico. Se aparecesse na rua ninguém negava um serviço.

De resto, termino: não achei polêmico, não achei tocante nem romântico. Achei ruim mesmo.

O longa estreia nessa sexta-feira, dia 27.

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Lançado no Brasil Lanterna Verde: Primeiro Vôo

Lanterna Verde, toda perigosa com o anel pintoso...

Lanterna Verde, toda perigosa com o anel pintoso...

Chega ao Brasil a animação Lanterna Verde: Primeiro Vôo, mais uma da safra da Warner em parceria com a DC Comics, que tem entre outros títulos Mulher Maravilha e o ainda inédito Superman/Batman: Inimigos Públicos.

Lançado direto para DVD, o filme conta como o piloto Hal Jordan se torna um dos Lanternas Verdes, uma tropa de elite galáctica que patrulha o universo usando como arma um anel (phyna) de energia verde, que funciona pela força de vontade do seu usuário. Sua principal fraqueza: amarelo (é um ponto fraco fashion, tá?).

Os 77 minutos acompanham como Jordan faz para se adaptar às suas novas responsabilidades, sendo instruído por Sinestro, ambicioso membro da equipe que vê de forma diferente o trabalho comandado pelos Guardiões do Universo do planeta Oa (um monte de Oompa-Loompas alienígenas). Pelo pouco tempo, tudo acontece obviamente muito rápido e os furos de roteiro em estilo queijo suíço são inevitáveis.

Perdi o emprego na Fantástica Fábrica...

Perdi o emprego na Fantástica Fábrica...

A animação é tão bem feita como suas antecessoras e leva um tratamento mais parecido com um longa-metragem, com abertura mais detalhada e nomes dos atores que fazem as vozes dos personagens – elemento que não existia em Mulher Maravilha. Sempre gostei do Lanterna Verde pelos seus poderes, baseados em energia, e aqui há um verdadeiro show pirotécnico de luz verde. A criatividade como Jordan usa a plasticidade dessa habilidade – conjurando tacos de beisebol e tênis gigantes – se torna alguns dos alívios cômicos mais divertidos.

Green Lantern First Flight  coverPouco da vida terráquea do protagonista é desenvolvida. O cenário principal é o espaço. É uma diversão razoável para quem acompanha o personagem e o universo, mas ainda fico com a Mulher Maravilha, que também contava com vozes mais conhecidas – o Lanterna é dublado pelo ator Christopher Meloni (que todo mundo conhece da série Law & Order: SVU, mas que eu me lembro mesmo das cenas de nudez em Oz) e um bando de meio-conhecidos como o “resto”. É o que tem enquanto o longa – o de verdade – do herói não sai do papel – com o delicinha do Ryan Reynolds.

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Pushing Daisies continua encantadora em segunda temporada

A segunda temporada de Pushing Daisies chega ao Brasil, em Box com 4 DVDs, cheia de qualidades. Qualidades que não adiantaram muito para manter a vida do seriado, já que essa é a segunda e última.

Antes de me debulhar em elogios a produção criada Bryan Fuller, uma pausa para um momento hiperventilação. Logo no primeiro episódio o fazedor de tortas, Ned (Lee Pace), aparece de cueca.

Hiperventilei...

Hiperventilei...

Não preciso dizer que Pace é uma das qualidades da série. Não só sua carinha fofa, mas toda a fofura que ele imprime ao personagem. E as boas atuações não só acabam com ele, se estendendo a todo o elenco.

Nessa segunda temporada, Chuck (Anna Friel) se envolve em diversos problemas ao buscar um significado para sua pós-vida mais que viva, depois do toque mágico do fazedor de tortas. Já ele, tem contatos de primeiro – e outros graus – com parentes afastados, incluindo seu pai. Emerson Cod tem mais do seu passado revelado, como sua relação com sua mãe, sua ex-mulher e sua busca por sua filha. E Oliver Snook (a engraçadíssima, ótima cantora e petite Kristin Chenoweth) faz de tudo para se dar bem no amor – até entrar num convento para esquecer sua paixão por Ned.

Segunda Temporada Pushing DaisiesInfelizmente tudo acaba abruptamente sem muitas explicações no último episódio, deixando os fãs esperando por bem mais – logo depois do seu cancelamento, surgiram rumores de que o seriado poderia continuar em formato de quadrinhos, mas nem sinal ainda.

O humor, as cores vivas, os diálogos trava-línguas e todo o estilo Amelie Poulan – de que o próprio Fuller admite se inspirar – são grandes qualidades da produção, mas talvez também os motivos para as baixas audiências lá fora. É verdade que a narrativa cíclica dos episódios – sempre relembrando fatos ocorridos anteriormente inúmeras vezes – pode cansar muitos.

Além de ignorada pelos espectadores, a série também foi esnobada pelo Emmy desse ano. Apenas Kristin recebeu uma indicação como atriz coadjuvante em série de comédia. Uma indicação bem merecida – a expressão “Here’s the sitch”, algo como “A situação é a seguinte”, na voz dela é uma das minhas all time favorites.

Os fatos são esses: se você gosta desse estilozão fábula moderna encontra verborragia Gilmore Girls encontra prazeres de Amelie Poulan, acompanhe a série sem medo. E só pra reforçar:

Nem precisa fazer torta... Parado, sem camisa e sorrindo tá ótêmo!

Nem precisa fazer torta... Parado, sem camisa e sorrindo tá ótêmo!

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A vida secreta de mulheres fortes

Abelhas ou mulheres? Difícil saber quem é a rainha...

Abelhas ou mulheres? Difícil saber quem é a rainha...

Como adoro cinema e esse blog já tem um espacinho para resenhas que não envolvam meus amados quadrinhos, colocarei algumas sobre a sétima arte. A que segue abaixo também está no site da revista Época São Paulo.

Em A Vida Secreta das Abelhas, Lily (Dakota Fanning) chega aos 14 anos em 1964, morando em uma plantação de pêssegos e cheia de dúvidas: sobre seu passado, seu futuro e sobre sua mãe, que acidentalmente assassinou quando ainda era muito pequena. Sofrendo com a indiferença do pai, resolve fugir na companhia de uma criada negra, Rosaleen (Jennifer Hudson), que arranja problemas com fazendeiros brancos ao tentar se registrar para votar.

A menina vai em busca do passado da mãe e encontra abrigo na casa das irmãs Boatwright, mulheres negras donas de um apiário e vendedoras do mel da Madona Negra. Todas com nome de meses do calendário, August (Queen Latifah), May (Sophie Okonedo) e June (Alicia Keys) ajudam Lily a enfrentar os fantasmas de seu passado em uma história sobre desigualdade racial, amor e mulheres fortes.

Inspirado no livro homônimo da escritora Sue Monk Kidd, o longa se mantém fiel as palavras que lhe deram origem, transportando passagens inteiras do romance com a mesma linguagem divertida de sua protagonista. O filme também mostra – mesmo que brevemente – algumas lições de como lidar com as abelhas, e como essa “etiqueta” é tão parecida com a usada com seres humanos. No romance, cada uma delas inicia um dos capítulos.

Ainda traz um elenco com atrizes extremamente competentes que cativam a platéia da mesma forma que as abelhas com Lily. Quem assistir sentirá um certo carisma similar ao filme Tomates Verdes Fritos (1991) e sairá feliz, um pouco leve, com o final da história.

Gostei bastante do livro e do filme. è um feel good movie cheio de mel – no sentido figurado e literal -, portanto cuidado cinéfilos diabéticos de plantão.

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Revista MONET de agosto traz especial séries

Olha o apelo da capa, só gente bonita, feliz e bem paga.

Olha o apelo da capa, só gente bonita, feliz e bem paga.

Essa resenha fora do seu quadrinho não é nada imparcial, já que vai falar de duas coisinhas que amo. A primeira são seriados e a segunda é a revista MONET. Isso mesmo. Foi a primeira revista que teve coragem de contratar os meus serviços como jornalista e me conquistou.

Todo mundo vive falando que é a revista da NET, que só traz guia de programação e mais nada. Enganam-se – é mais que isso. Oferece boas matérias sobre cinema, seriados – até futebol for God’s sake -, e com ótimos textos e fotos.

Mas a resenha não é sobre a revista, mas sobre a edição de agosto que já está nas bancas e traz como matéria de capa um especial de séries, com tudo o que esperar das próximas temporadas – os caras ainda foram bonzinhos e colocaram alertas de spoiler – e novas atracões que estão por vir, escrita pela expert no assunto, Claudia Croitor.

Ainda entrevistas com Sienna Miller, Julianne Moore, Hector Babenco e um especial sobre o Miss Universo.

Quem curte muito as novidades sobre TV não pode deixar de acompanhar o site da MONET. Agora chega de elogios que esse post nem foi pago. Foi tudo bem gratuito e sincero mesmo.

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